A geração do Manjauro e do Ozempic: o que está realmente por trás da promessa de emagrecimento rápido

Descobre os efeitos do Ozempic e Manjauro no corpo feminino e porque o emagrecimento rápido sem hábitos saudáveis não é sustentável.

A geração do Manjauro e do Ozempic: o que está realmente por trás da promessa de emagrecimento rápido

Nos últimos meses, muito se tem falado sobre o Manjauro e o Ozempic, dois medicamentos que ganharam fama pelas suas supostas propriedades “milagrosas” para a perda de peso.
Mas será que estas soluções rápidas trazem resultados sustentáveis? E o que acontece ao corpo, especialmente ao corpo feminino, quando deixamos de as usar?

Neste artigo, quero convidar-te a olhar para este fenómeno com uma perspetiva mais holística, para perceberes o que está realmente a acontecer no teu corpo quando recorres a estas soluções.

O que são o Manjauro e o Ozempic?

Ambos contêm semaglutida, uma substância originalmente criada para tratar a diabetes tipo 2.
Esta atua como um agonista GLP-1, imitando uma hormona natural do corpo que ajuda a:

  • Aumentar a sensação de saciedade, fazendo com que comas menos.
  • Retardar o esvaziamento gástrico, prolongando a saciedade.
  • Estabilizar os níveis de açúcar no sangue.

Tudo isto parece ótimo à primeira vista — e é por isso que tantas pessoas relatam perda de peso rápida.
Mas há um detalhe essencial: a semaglutida não ensina o corpo a comer melhor, nem cria hábitos alimentares conscientes.

Efeitos no corpo feminino

O corpo feminino é profundamente regulado pelas suas hormonas: estrogénio, progesterona, insulina e cortisol, entre outras.
Quando introduzimos medicamentos como o Manjauro ou o Ozempic, estamos a interferir diretamente neste sistema delicado.

Os efeitos mais comuns incluem:

  • Menor energia para o treino e para o dia a dia.
  • Alterações no ciclo menstrual, quando o uso é prolongado.
  • Dependência psicológica, porque a sensação de controlo do peso passa a depender da medicação.
  • Efeito “rebound”: quando se deixa de usar, a fome regressa e o corpo volta a armazenar gordura.

O corpo feminino é sábio e quando percebe que houve restrição ou perda rápida de peso, ativa mecanismos de proteção para voltar ao equilíbrio. Isso significa mais fome, mais desejo por comida e eventual reganho de peso.

Porque é que o peso não se mantém?

O mesmo fenómeno acontece com dietas demasiado restritivas:
Quando cortamos calorias de forma drástica, o corpo entra em modo de defesa. O metabolismo abranda e, assim que voltamos a comer “normalmente”, o peso regressa, muitas vezes com juros.

Com o Ozempic e o Manjauro é semelhante: a medicação cria um efeito temporário, mas não muda comportamentos, emoções ou padrões alimentares.
E sem mudança de hábitos, não há transformação verdadeira.

O que realmente funciona a longo prazo

A perda de peso sustentável, e a verdadeira saúde, nasce da consistência, não da pressa.

  • Comer de forma consciente, percebendo os sinais de fome e saciedade.
  • Escolher alimentos naturais e nutritivos, que sustentem energia e equilíbrio hormonal.
  • Mover o corpo com prazer, de forma adaptada à tua fase do ciclo e energia diária.
  • Dormir bem e gerir o stress, porque o cortisol elevado aumenta o apetite e o armazenamento de gordura.

Pequenos passos, feitos com presença e consciência, transformam o corpo e a mente de forma duradoura.

A verdadeira transformação

O Manjauro e o Ozempic podem parecer atalhos, mas a verdadeira transformação acontece quando voltas a ouvir o teu corpo, quando o nutres, o respeitas e o compreendes.

A saúde e o peso sustentável não vêm de uma pílula.
Vêm de uma relação equilibrada com a alimentação, com o movimento e contigo mesma.

Já pensaste em recorrer a estas medicações ou conheces alguém que o tenha feito?
Partilha a tua experiência comigo lá no Instagram ou por email, adoro ouvir as tuas histórias e reflexões.

Com amor,
Mariana Simão

Nutricionista Integrativa & Terapeuta Holística | Fundadora da The Holistic Plant

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